domingo, 9 de novembro de 2008

Em algum lugar do passado

...
Caí por diversas vezes, falhei em muitas missões, mas tenho consciência de que apenas experienciando é que eu aprenderia com os erros.
...
Como saber o que é o amor sem ter sentido o antogonismo do ódio?
Como valorizar o bem-estar se nunca me senti mal?
Como sentir alegria de vencer se jamais fui derrotado?
Como valorizar a alegria sem ter chorado?

E vou por aí afora....
Enfrento os obstáculos que eu mesmo coloquei.
Arranho-me nos espinhos que plantei, colho o que semeei.

Que força interior é essa que parece não existir, mas que aflora em momentos de desânimo?
...
Sinto-a em lampejos de amor incondicional, diferente do possessivo, passional, carnal; percebo-as nas lágrimas roubadas da dureza do meu coração, tento agarrá-la nos momentos de equilíbrio e lucidez. Não posso caminhar sozinho, pois sou parte de um Todo.
...
Movido por emoções, vou procurando transmutá-las em ações sadias, fraternas, altruístas. Reta final de um tempo que jamais vou querer vivenciar novamente.
Tenho consciência de que o que acontece ao outro reflete em mim...
...
Seja você apenas, lembrando que... é o espelho do outro.
Se você melhora, melhora o outro, e assim por diante.
Creio que escrevi para mim mesmo, eu precisava ler isto. Em algum lugar do passado, deixei uma conta pendente...

(Eustáquio Andréa Patounas)



Ótimo texto para reflexão. Um mix de sentimentos que está sempre presente em quem tenta superar algo e, acima de tudo, tenta mudar a atitude diante das coisas.

Nenhum comentário: